quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Chafariz da rua das Taipas

Construído inicialmente em 1772, pelos moradores do Postigo das Virtudes, foi substituído pelo atual nos fins do séc XVIII, com elementos neoclássicos.

Chafariz da rua das Taipas
Chafariz da rua das Taipas
Era alimentado pelo manancial de água de Paranhos, servido através da Arca do Anjo, por um aqueduto que abastecia a zona do Olival-Cordoaria.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Mercado do Bolhão antigo

Em junho de 1837, António José de Oliveira Basto, proprietário de terrenos situados a poente da futura praça, abre uma subscrição pública destinada à "coadjuvação" do importe necessário ao pagamento dos terrenos que era necessário adquirir, por desejar "que a Ill.ma Câmara Municipal leve a effeito o projecto de hua Praça entre a Rua Formoza, e a do Bolhão".

Mercado do Bolhão antigo
Mercado do Bolhão antigo

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Estação dos Caminhos de Ferro de Campanhã

Foi inaugurada a 4 de novembro de 1877, juntamente com a ponte D. Maria Pia e o projeto original é da autoria da Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses.

Estação dos Caminhos de Ferro de Campanhã
Estação dos Caminhos de Ferro de Campanhã

A sua abertura é determinante na industrialização não só da freguesia como de toda a região norte e o número elevado de passageiros e mercadorias que movimentava rapidamente a transformou num importante núcleo ferroviário.
Em 2004 viu a sua de de serviços aumentada com a inclusão na Rede do Metro do Porto.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Leonardo Coimbra 1883-1936

Leonardo Coimbra, filósofo e escritor, distinguiu-se na vida portuguesa como "filósofo da República". Frequentou a Universidade de Coimbra, a Escola Naval e a Escola Politécnica do Porto e formou-se em 1910 no curso superior de Letras em Lisboa, atingindo uma posição de destaque nos círculos estudantis "libertários", a que se ligou desde 1906.

Leonardo Coimbra
Leonardo Coimbra


Em 1907, juntamente com Jaime Cortesão e Álvaro Pinto, fundou a revista Nova Silva, a que se seguiram, sucessivamente, Os Amigos do ABC (1908), grupo de caráter pedagógico, e a revista A Águia (1910). Criou ainda a Universidade Popular, o movimento cultural denominado Renascença Portuguesa e a Faculdade de Letras do Porto, da qual se tornou professor e diretor até 1952.

A situação campestre no Porto no séc. XVI

O campo do Olival, a rua das Oliveiras, a rua do Moinho de Vento, a rua do Laranjal, a Praça e rua das Hortas, o montado dos Carvalhos do Monte, a quinta do Prado entre outros, lembram pelos seus nomes a situação campestre desses lugares noutras eras, alguns deles ainda no séc XVI.

O campo das Malvas, onde hoje se ergue a torre dos Clérigos, se, originariamente, foi destinado à cultura que o seu nome indica, passou a servir, neste século,  cemitério dos injustiçados.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Falta de policia


Somos informados de que em vários pontos da cidade há depózitos d'estrumes, para o que certos moradores alugão alguns baixos das suas cazas, de modo que por esta maneira ha estabelecidos com certa regularidade centros de immundicie e foco de infecção, que não devem tolerar-se n'uma cidade policiada.

Falta de policia


Na rua do Captivo, particularmente, dizem-nos que ha uns poucos de depozitos d'esses em ponto grande, os quais parece impossível que não tenham despertado a attenção da autoridade, pois que quando por acazo alli se passa em occazião de se abrirem as respetivas portas, é impossível não se ser fortemente impressionado e de uma maneira bem desagradável.

O aceio da cidade e a saude publica (http://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%BAde_P%C3%BAblica) reclamão providencias sobre este objecto, e esperamos que serão dadas pela respetiva autoridade , a quem tomamos a liberdade de dirigir estas reflexões.


fonte:
Jornal do Porto
1859

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O Porto nos meados do séc. XIX

O Porto em meados do séc. XIX tornou-se inequivocamente um verdadeiro microcosmo nacional. 

O seu desenvolvimento comercial e industrial, a sua força política, o seu centro nervoso financeiro (central business district - CBD), consubstanciado na Associação Comercial do Porto, são parâmetros significativos que ajudam a compreender a urbe portuense neste período.

A cidade do Porto no séc XIX
A cidade do Porto no séc XIX

Por outro lado, o desenvolvimento arquitetónico-urbanístico, o desenvolvimento rodoviário e ferroviário e os jardins públicos não são elementos menos importantes para essa compreensão.


Estação ferroviária de S. Bento (lado direito)

Na verdade uns e outros interligam-se e enriquecem mutuamente e em conjunto justificam e esclarecem a história da cidade invicta ao longo do século XIX.